
Corcéis de fogo
e favos de mel
procuro
louco
na correria da vida
moderna
nos sinais luminosos
das esquinas
esconder-me em
suas crinas
deste asfalto
fervente
que leva
tudo da gente
amor
preces
e risos na colméia
inebriam
os sonhos
que se tornam
embalos e canções
levando para
longe
o obscuro dia a dia
da labuta
sem alforria
ser pingente no
trem da alegria
eis aí
a questão
ônibus apinhados de gente
despejam
aos borbotões
estes sonhadores
trabalhadores
brincalhões
e...
lá vou eu
no meio
soprando uma
pena de pavão